Um pedido de registros públicos recentemente divulgado revela contradições entre o número de vistos emitidos sob o programa ‘Adopting Bitcoin’, que permitia que milionários adquirissem a nacionalidade salvadorenha, e os números divulgados publicamente nas redes sociais.
Investigação de Registros Públicos sobre Programa de Vistos Salvadorenho ‘Adoptando Bitcoin’ Contradiz Números Oficiais
Com suas melhorias na regulamentação de criptomoedas e segurança pessoal, El Salvador promoveu-se como um destino vibrante para investidores de Bitcoin que buscam países amigáveis ao cripto para viver. No entanto, esse atrativo aparentemente não foi suficiente para atrair a atenção desse público-alvo.
Uma recente investigação de registros públicos por El Mundo, uma mídia local salvadorenha, descobriu que nenhum passaporte havia sido emitido como parte do programa ‘Adopting Bitcoin’, que foi liderado pelas autoridades salvadorenhas para fornecer os chamados ‘passaportes de liberdade’ para investidores de Bitcoin dispostos a doar $1 milhão em BTC ou USDT para o país. O programa visava atrair pelo menos 1.000 investidores para se estabelecerem em El Salvador, com o objetivo de arrecadar $1 bilhão no processo.
A mídia comunicou-se com a Direção Geral de Migração e Imigração, a instituição responsável pela emissão de passaportes. A instituição negou ter emitido quaisquer documentos provenientes desses processos.
Esta informação contradiz relatos nas redes sociais que divulgaram que pelo menos duas famílias de quatro pessoas haviam utilizado este procedimento de aceleração para agilizar a emissão de seus passaportes. Além disso, Jon Lister, cofundador do corretor canadense Satstreet, foi identificado como um dos primeiros a receber um passaporte emitido através do procedimento acelerado ‘Adopting El Salvador’. Desde então, fontes oficiais não divulgaram mais dados sobre o número de passaportes emitidos.
Em fevereiro, a conta X do projeto Bitcoin Beach também mencionou ter encontrado pelo menos sete indivíduos escolhendo suas plataformas salvadorenhas após se candidatarem a este programa.
Naquela época, Max Keiser, assessor de Bukele para Bitcoin, afirmou que a demanda estava alta e eles estavam “sobrecarregados com solicitações”, revelando que já estavam processando 110 vistos vinculados ao programa.
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No entanto, “Adopting El Salvador” tem sido alvo de críticas desde o seu início. Alguns afirmaram que os preços eram excessivamente altos, comentando que este esquema era não competitivo até mesmo em comparação com os padrões da União Europeia.
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