A privacidade em criptomoedas acaba de ganhar um grande impulso à medida que um importante regulador dos EUA condenou a vigilância financeira e defendeu as ferramentas de blockchain como essenciais para preservar as liberdades constitucionais americanas.
Comissário da SEC pede proteção completa da privacidade financeira dos usuários de criptomoedas

Comissária da SEC diz que a privacidade em criptomoedas não é uma lacuna—é um direito constitucional
A Comissária da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), Hester Peirce, falando na Conferência de Ciência do Blockchain em Washington D.C. em 4 de agosto, pediu uma maior proteção à privacidade financeira dos usuários de criptomoedas e criticou fortemente os esforços regulatórios que ameaçam tecnologias desintermediadas.
Ela destacou a importância dos sistemas de criptomoedas sem permissão em empoderar indivíduos para manter o controle sobre sua atividade financeira sem depender de entidades centralizadas que são legalmente obrigadas a monitorar e relatar o comportamento dos usuários. Peirce descreveu ferramentas baseadas em blockchain, como provas de conhecimento zero, protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) e tecnologias que aumentam a privacidade como infraestrutura essencial na luta pela liberdade digital. Peirce afirmou:
Devemos tomar medidas concretas para proteger a capacidade das pessoas não apenas de se comunicarem de forma privada, mas de transferirem valor de forma privada, assim como poderiam ter feito com moedas físicas na época em que a Quarta Emenda foi elaborada.
Em uma crítica contundente às leis atuais de vigilância financeira, Peirce destacou como a Lei de Sigilo Bancário (BSA) transformou os bancos em agentes de vigilância governamental. Ela argumentou que exigir que desenvolvedores de software ou participantes pares em redes descentralizadas coletem e relatem informações distorce fundamentalmente a natureza das criptomoedas.
A comissária da SEC rebateu propostas para impor obrigações semelhantes a intermediários nas redes descentralizadas, alertando que tais esforços equivalem a impor estruturas regulatórias ultrapassadas em um paradigma tecnológico explicitamente projetado para funcionar sem elas.
Ao encerrar suas observações, Peirce enfatizou o custo social da vigilância e do excesso regulatório:
Negar privacidade financeira às pessoas — seja por meio de programas de vigilância abrangentes ou restrições a tecnologias que protegem a privacidade — enfraquece o tecido e as liberdades de nossas famílias, comunidades e nação.
Ela instou os reguladores a abraçarem, em vez de temerem, os recursos de privacidade das criptomoedas e a resistirem a esforços para limitar o acesso legal às ferramentas que preservam a privacidade. Peirce sustentou que a privacidade financeira não é um obstáculo para a aplicação da lei, mas um direito fundamental que pode coexistir com a segurança pública em um ambiente regulatório bem equilibrado.
Escolhas de Jogos Bitcoin
425% até 5 BTC + 100 Rodadas Grátis















