BRICS priorizará sistemas de pagamento alternativos em 2025, com o objetivo de reduzir a dependência do dólar dos EUA e impulsionar o comércio em moedas locais sob a liderança do Brasil.
BRICS Intensifica Pagamentos Alternativos—Agenda 2025 Almeja Sistemas sem Dólar
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BRICS Prioriza Pagamentos Alternativos em 2025
O desenvolvimento de sistemas de pagamento alternativos e a redução da dependência do dólar dos EUA serão centrais para as iniciativas do BRICS em 2025, quando o Brasil assumirá a presidência do grupo. Este foco visa fortalecer a cooperação econômica entre as nações do BRICS e seus parceiros, facilitando o comércio em moedas locais e criando mecanismos financeiros que contornem os sistemas tradicionais dominados pelo Ocidente.
Dmitry Suslov, diretor adjunto do Centro da Rússia para Estudos Europeus e Internacionais Completos da Escola Superior de Economia da Universidade Nacional de Pesquisa, destacou essa prioridade em uma entrevista à Tass, explicando que o foco do Brasil em sistemas de pagamento alternativos está alinhado com a direção definida pela Rússia durante sua presidência no BRICS. Ele disse:
O trabalho na criação de sistemas de pagamento alternativos e sistemas de liquidação alternativos continuará durante toda a presidência brasileira. Além disso, a presidência brasileira pressionará por um papel maior do Sul Global na governança global.
A administração do Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva continuará avançando as reformas financeiras iniciadas sob a presidência da Rússia, com foco particular em facilitar o comércio em moedas locais entre as nações do BRICS e seus parceiros. A partir de 1º de janeiro de 2025, nações parceiras como Belarus, Bolívia, Indonésia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão se envolverão mais ativamente nas atividades do BRICS.
Suslov enfatizou que o objetivo é aprofundar a cooperação dentro desta rede, ao invés de expandir a membresia do BRICS no curto prazo. Ele destacou:
A ênfase principal deve ser e será colocada precisamente nas relações com os países parceiros.
“Tanto mais que a posição oficial do Brasil é totalmente coerente com a da Rússia, de que uma maior expansão de curto prazo do BRICS não é vantajosa, enquanto é essencial alcançar o máximo de conteúdo, colocar a ênfase na parceria e prestar a máxima atenção a ela,” ele destacou.
A cúpula do BRICS que se aproxima em julho reduz o cronograma para a implementação de iniciativas, limitando o número de compromissos em comparação com o mandato da Rússia, que teve mais de 250 eventos. Apesar disso, reduzir a dependência do dólar dos EUA permanece uma prioridade máxima, com o Brasil esperado para promover mecanismos financeiros alternativos que aumentem a influência do Sul Global na governança global. A transição de liderar o G20 para presidir o BRICS permite ao Presidente Lula manter o foco no desenvolvimento econômico e na soberania financeira, reforçando o impulso de sua administração por uma independência econômica mais forte dos sistemas monetários dominados pelo Ocidente.
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