Blackrock diz que seus fundos de índice de bitcoin à vista se tornaram sua linha de produtos mais lucrativa, com alocações se aproximando de US$ 100 bilhões, de acordo com comentários de seu diretor no Brasil.
Blackrock Credita ETFs de Bitcoin por Liderar Sua Receita Global

Executivo da Blackrock: ETFs de Bitcoin à Vista Próximos de US$ 100 Bilhões em Alocações
Blackrock, a maior gestora de ativos do mundo com mais de US$ 13,4 trilhões em ativos sob gestão (AUM), diz que seus ETFs de bitcoin à vista subiram ao topo de sua fonte de receita global. A atualização veio de Cristiano Castro, diretor de desenvolvimento de negócios da Blackrock no Brasil, que disse que os resultados superaram as expectativas da empresa.
Castro fez os comentários em 28 de novembro durante a Conferência de Blockchain 2025 em São Paulo, logo após participar de um painel sobre alocação de ativos digitais, de acordo com o noticiário E-Investidor, uma publicação sob a proteção do Estadão. O executivo da Blackrock chamou o desempenho dos ETFs de “uma grande surpresa”, observando que a demanda dos investidores expandiu-se muito além do que a Blackrock antecipava ao entrar no mercado.
O executivo disse que os principais ETFs de bitcoin da empresa — IBIT nos Estados Unidos e IBIT39 no Brasil — atingiram níveis próximos a US$ 100 bilhões em alocações combinadas no seu pico. A escala, segundo Castro, reflete ampla participação de investidores de varejo e institucionais buscando exposição regulamentada ao bitcoin por meio de um produto listado em bolsa.
Castro acrescentou que a Blackrock estava otimista durante a fase de lançamento, mas não esperava que os fundos acumulassem ativos tão rapidamente. Ele também destacou a participação do varejo como um fator chave por trás do rápido acúmulo de influxos, que ajudou a posicionar os ETFs de bitcoin como um dos principais contribuintes para a receita global da empresa.
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Ao abordar os recentes saques associados às flutuações no preço do bitcoin, Castro descreveu a atividade como rotineira. Ele disse que as estruturas de ETF são projetadas para liquidez e permitem que os investidores ajustem a exposição rapidamente à medida que as condições do mercado mudam. Os movimentos durante a compressão de preços, disse ele, são típicos para produtos fortemente detidos por investidores de varejo.
Castro enfatizou que os saques não devem ser interpretados como fraqueza estrutural. Em vez disso, ele os enquadrou como uma característica normal da mecânica dos ETFs, observando que os produtos continuam a servir como um ponto de entrada preferido para aqueles que buscam acesso regulamentado ao bitcoin sem gerenciar diretamente a custódia.
IBIT esteve em auge o ano todo e mal desacelerou desde o momento em que estreou. Em julho, Eric Balchunas, analista sênior de ETFs da Bloomberg Intelligence, destacou que IBIT havia se tornado “o terceiro ETF que mais gera receita para a Blackrock entre 1.197 fundos, estando a apenas US$ 9 bilhões de ser o número 1.” Na época, Michael Saylor da Strategy entrou na conversa e respondeu a Balchunas:
“IBIT será o número 1.”
Os ETFs de bitcoin da Blackrock rapidamente se tornaram um ponto focal no investimento em ativos digitais globais. Com alocações se aproximando de máximos históricos, os produtos da empresa ajudaram a atrair a atenção mainstream para a exposição ao bitcoin dentro dos mercados financeiros tradicionais.
FAQ ❓
- Quão grandes as alocações dos ETFs de bitcoin da Blackrock se tornaram?
Eles se aproximaram da marca de US$ 100 bilhões no pico. - Por que os ETFs de bitcoin da Blackrock estão chamando atenção?
Eles se tornaram a linha de produtos mais lucrativa da empresa devido à demanda mais forte do que o esperado. - Os recentes saques dos ETFs são preocupantes para os investidores?
A Blackrock diz que as mudanças são normais e refletem a liquidez típica dos ETFs. - Quais fundos a Blackrock utiliza para oferecer exposição ao bitcoin?
Seus produtos principais são o ETF IBIT nos EUA e o ETF IBIT39 no Brasil.















