Oferecido por
Taxes

Banco Central do Brasil Considera Taxar Remessas de Stablecoin

Este artigo foi publicado há mais de um ano. Algumas informações podem não ser mais atuais.

O boom das stablecoins no Brasil chamou a atenção do banco central, que atualmente está explorando várias maneiras de tributar remessas de stablecoins, incluindo a emissão de uma licença especial para exchanges de criptomoedas que oferecem esses serviços.

ESCRITO POR
PARTILHAR
Banco Central do Brasil Considera Taxar Remessas de Stablecoin

Banco Central do Brasil Explora Imposto sobre Transações Internacionais Baseadas em Stablecoin, mas Há um Ponto Crítico

O Banco Central do Brasil está buscando capitalizar a popularidade das stablecoins no Brasil e agora está examinando a possibilidade de tributar remessas baseadas em stablecoins. De acordo com partes interessadas do setor, o banco está considerando incluir esse tipo de tributação em uma versão definitiva das regras de criptomoedas a ser finalizada no próximo ano.

Leia mais: Volumes de Transações com Criptomoedas Aumentam Quase 25% no Brasil

A mídia local apontou que isso poderia ser alcançado oferecendo diferentes licenças para empresas de criptomoeda dependendo dos serviços prestados. Por exemplo, empresas que tokenizam teriam que se candidatar a uma licença comum de fornecedor de serviços de ativos virtuais (VASP), enquanto empresas que oferecem serviços de troca de stablecoins poderiam ter que se candidatar a outra licença.

Compras de moeda estrangeira, incluindo dólares, estão sujeitas a um imposto sobre transações financeiras no país. Embora as stablecoins sejam consideradas um proxy do dólar globalmente, no Brasil, elas são classificadas como ativos financeiros em vez de moeda. Isso significa que não são tributadas e podem ser usadas livremente para remessas e liquidações internacionais.

No entanto, incluir um imposto equivalente para stablecoins tem as partes interessadas do setor se perguntando sobre os possíveis detalhes da aplicação de tal determinação. Por exemplo, as exchanges teriam que determinar se as stablecoins adquiridas pelos usuários seriam usadas para remessas ou pagamentos internacionais, uma capacidade que nem todas as empresas possuem. Da mesma forma, se o cliente comprar stablecoins, mas completar a remessa com uma carteira de autocustódia, seria muito difícil tributar essa compra.

Nicole Dyskant, conselheira do fornecedor de infraestrutura de blockchain Fireblocks, afirmou que esses fluxos devem ser monitorados para diferentes fins. “A agenda principal é não perder a visibilidade do controle da moeda que sai do Brasil e vai para o exterior. Isso é essencial para o Banco Central, além de controles relacionados, como prevenção à lavagem de dinheiro e evasão de moeda,” ela ressaltou.

Outros notaram que aplicar esses impostos ao mercado cripto seria muito complicado. “O mercado encontrará alternativas. Eles não vão querer pagar um spread imposto pelo Banco Central,” disse um executivo anônimo de uma empresa de criptomoedas ao Valor Econômico.

Para seguir todos os últimos desenvolvimentos em criptomoedas e na economia da América Latina, inscreva-se no nosso boletim informativo Latam Insights abaixo.

Tags nesta história