De acordo com um relatório da Chainalysis e da AUSTRAC, as remessas de criptomoedas estão em alta na América Latina. Este caso de uso, que anteriormente lutava para ganhar impulso, está atualmente experimentando um crescimento significativo, com volumes aumentando mais de 40% em 2024 e o potencial para crescimento adicional à medida que as stablecoins se tornam convencionais.
As remessas de criptomoedas aumentam 40% na América Latina

Remessas de Criptomoedas Crescem 40% na América Latina com Espaço para Crescimento
A América Latina, mais uma vez, está na vanguarda da adoção de criptomoedas. De acordo com um relatório recente da Chainalysis, uma empresa de inteligência em criptomoedas e blockchain, e da AUSTRAC, o Centro de Relatórios e Análises de Transações da Austrália, o uso de criptomoedas para enviar remessas para a América Latina cresceu cerca de 40%.
O relatório afirma que os caixas eletrônicos de cripto, que eliminam os intermediários e permitem que usuários menos experientes enviem dinheiro com interação física, têm a possibilidade de aumentar ainda mais a adoção. A razão reside na crescente adoção de stablecoins, que agora são oficialmente apoiadas na estratégia de criptografia da Casa Branca, pois fornecem um método para “promover e proteger a soberania do dólar dos Estados Unidos”.
Neste contexto, o valor das stablecoins para economias em dificuldades na América Latina é claro, pois fornece um substituto do dólar que ajuda os cidadãos a conservar seu poder de compra em mercados onde o acesso a dólares físicos não é garantido, ou simplesmente fora de questão devido a restrições de controle de capital.
Existem mais de 38.000 caixas eletrônicos de cripto em todo o mundo, com os EUA alcançando mais de 30.000 caixas eletrônicos. México, Porto Rico, Panamá, Colômbia e Argentina registram os maiores números de caixas eletrônicos de cripto na região, sem incluir El Salvador, que registra mais de 200 locais, de acordo com o Coin ATM Radar.
No entanto, El Salvador está experimentando uma redução nos volumes de remessas, de acordo com os números oficiais do banco central. No entanto, isso pode ser influenciado pelos processos de encerramento do Chivo Wallet, a carteira patrocinada pelo estado, e pelo “confinamento” contínuo das operações de bitcoin do país longe do setor público.
Mesmo enfrentando oposição governamental, como no Brasil, onde uma proposta para proibir saques de stablecoin para carteiras de auto-custódia está sendo discutida, as remessas utilizando essas moedas estão prestes a continuar crescendo devido às vantagens que apresentam sobre as remessas tradicionais.
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