Richard Ujueta, presidente da Cavecom‑e (Câmara Venezuelana de Comércio Eletrônico), disse que devido à escassez de dólares em espécie, a maioria das atividades de pagamento se moveu para USDT. Ele acrescentou que os bancos deveriam implementar pagamentos em USDT em dispositivos de ponto de venda até dezembro.
Analista: USDT será Integrado no Sistema Bancário Venezuelano até Dezembro

Bancos venezuelanos devem adotar USDT até dezembro, afirma analista
Os fatos:
A Venezuela está avançando para uma integração real de stablecoins como o USDT em seu sistema bancário e financeiro, de acordo com Richard Ujueta, presidente da Cavecom-e, a Câmara Venezuelana de Comércio Eletrônico.
Ujueta explica que tanto as criptomoedas como as stablecoins, que são atreladas ao valor do dólar americano, agora fazem parte do tecido econômico do país. A escassez de moeda estrangeira em espécie, e as dificuldades ligadas ao comércio desses dólares, são os principais motores por trás dessa mudança.
Citado pela imprensa local, ele declarou:
Houve uma mudança significativa nos sistemas de pagamento em direção ao USDT. Atualmente, a Binance gerencia mais de 5,5 milhões de venezuelanos com contas abertas.
Ujueta ressaltou que, devido a essa mudança, esperava que os bancos privados adotassem stablecoins, especialmente USDT, diretamente. “Até o final do ano, a rede bancária nacional aceitará USDT através de dispositivos de pagamento,” ele declarou.
Ele julgou essa evolução futura como disruptiva, mas necessária, dadas as mudanças que a economia venezuelana está passando.
Como exemplo, Ujueta revelou que alguns contratos de locação já contemplam pagamentos em stablecoin. “A falta de dólares em espécie está levando até mesmo contratos de locação a incluírem pagamentos nessa criptomoeda estável em suas cláusulas,” ele concluiu.
Por que é relevante:
Embora a Venezuela aparentemente tenha adotado stablecoins como ferramentas de pagamento tanto para liquidações internacionais ligadas às vendas de petróleo bruto, quanto para pagamentos internos, canais bancários não foram usados.
Enquanto algumas empresas fornecem serviços de conversão para stablecoins, a implementação desses serviços por bancos seria um avanço para a Venezuela, facilitando o surgimento de vários casos de uso vinculados ao USDT.
Remessas seriam um caso de uso chave, simplificando-as ao remover intermediários da equação e tornando-as mais baratas ao mesmo tempo.
Olhando para o futuro:
A integração bancária do USDT na Venezuela seria um experimento relevante que, se bem-sucedido, poderia atrair mais economias a entrarem no trem das stablecoins.
No entanto, adotar o USDT, que é um token emitido por uma empresa privada, também levantaria riscos adicionais para detentores e bancos não contemplados na atual regulação bancária.
FAQ
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Qual é o desenvolvimento recente da Venezuela em relação às stablecoins?
A Venezuela está trabalhando para integrar stablecoins, particularmente o USDT, em seu sistema bancário e financeiro para enfrentar a escassez de moeda estrangeira. -
Quais fatores estão impulsionando essa mudança para stablecoins?
A escassez de dólares em espécie e os desafios no comércio desses dólares são as principais razões para adotar stablecoins como parte do quadro econômico do país. -
Como espera-se que os bancos privados participem dessa transição?
Richard Ujueta, da Cavecom-e, sugere que até o final do ano, os bancos privados venezuelanos começarão a aceitar USDT através de dispositivos de pagamento. -
Quais são as implicações dessa integração para a economia venezuelana?
Se bem-sucedida, essa iniciativa poderia simplificar remessas e pagamentos internos, mas também introduz riscos potenciais associados ao uso de um token emitido por uma entidade privada como o USDT.













