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A Ripple expande-se agressivamente no Brasil e visa o domínio do mercado de criptomoedas no setor institucional

A Ripple acelera uma expansão abrangente pelo sistema financeiro brasileiro, posicionando-se no centro da infraestrutura institucional de criptomoedas, à medida que cresce a demanda por pagamentos mais rápidos, tokenização e ativos lastreados em dólar na América Latina.

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A Ripple expande-se agressivamente no Brasil e visa o domínio do mercado de criptomoedas no setor institucional

Ripple intensifica sua presença no Brasil com plataforma de criptomoedas completa e solicitação de licença

Uma grande expansão na infraestrutura de ativos digitais da América Latina está em andamento, à medida que a Ripple acelera sua estratégia regional. O Brasil, em particular, emergiu como um ponto focal para empresas globais de fintech e criptomoedas, impulsionado pela rápida adoção de pagamentos digitais por meio de sistemas como o Pix, um sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil, e um ambiente regulatório cada vez mais aberto a serviços financeiros baseados em blockchain.

A empresa de blockchain Ripple anunciou, em 17 de março, uma presença ampliada no Brasil, ofertas institucionais mais abrangentes e planos para solicitar uma licença de Prestador de Serviços de Ativos Virtuais. Monica Long, presidente da Ripple, declarou:

“A América Latina sempre foi um mercado prioritário para a Ripple — não apenas devido à magnitude da oportunidade, mas porque o Brasil construiu um dos ecossistemas financeiros mais avançados e visionários do mundo.”

A expansão combina serviços de pagamentos, custódia, stablecoins, corretagem de primeira linha e tesouraria em uma única plataforma. “Impulsionada por novos recursos de produtos e pela crescente adoção por parte dos clientes, a Ripple é agora a única solução na região capaz de atender instituições em todo o espectro de necessidades financeiras — desde pagamentos internacionais e custódia de ativos digitais até corretagem de primeira linha e gestão de tesouraria”, afirmou a empresa, destacando seu impulso em direção a um modelo de infraestrutura integrada.

A oferta integrada reflete uma mudança mais ampla no setor, em que as instituições buscam cada vez mais plataformas unificadas, em vez de reunir vários provedores de pagamentos, custódia e liquidez.

O Ripple Payments, que já processou mais de US$ 100 bilhões globalmente em mais de 60 mercados, está sendo implantado por instituições brasileiras, incluindo Banco Genial, Braza Bank, Nomad, Azify, ATTRUS e Frente Corretora, para lidar com liquidez, liquidação e transações internacionais usando moedas fiduciárias e stablecoins. Na prática, isso poderia reduzir a dependência das redes tradicionais de bancos correspondentes, que costumam ser mais lentas e onerosas nos mercados emergentes.

O boom das stablecoins e o impulso à custódia intensificam a concorrência no Brasil

Além disso, a Ripple confirmou que solicitará uma licença de VASP junto ao Banco Central do Brasil sob a nova estrutura regulatória do país, reforçando um modelo operacional focado na conformidade. As regulamentações em evolução do Brasil para criptomoedas — projetadas para colocar os provedores de ativos digitais sob a supervisão do Banco Central — tornaram o país um dos ambientes mais estruturados da América Latina, atraindo tanto empresas nativas de criptomoedas quanto instituições financeiras tradicionais.

A Ripple Custody também está entrando no Brasil, oferecendo segurança de nível bancário, triagem de conformidade em tempo real por meio de integrações como Chainalysis e Elliptic, e suporte para tokenização e staking. Parceiros, incluindo CRX e Justoken, estão aproveitando essas ferramentas, com quase US$ 100 milhões liquidados na cadeia e mais de US$ 1,7 bilhão em ativos tokenizados no XRP Ledger. Essa expansão coloca a Ripple em concorrência mais direta com provedores de infraestrutura institucionais, como Fireblocks e Coinbase, que também estão ampliando seus serviços de custódia e tokenização globalmente.

Enquanto isso, o Ripple USD (RLUSD), uma stablecoin lastreada em dólares com capitalização de mercado superior a US$ 1,5 bilhão, está ganhando força em exchanges e plataformas de fintech como Mercado Bitcoin, Foxbit, Ripio, Braza Bank, Banco Genial e Attrus. A ascensão das stablecoins na região destaca a crescente demanda por ativos denominados em dólares, particularmente em economias onde a volatilidade cambial e as ineficiências nos pagamentos continuam sendo desafios persistentes.

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Combinada com o Ripple Prime e o Ripple Treasury, que oferecem acesso a serviços de compensação, financiamento e gestão de liquidez em mercados que movimentam mais de US$ 3 trilhões anualmente, a plataforma visa oferecer um sistema financeiro completo, adaptado à demanda institucional no Brasil. No entanto, o sucesso a longo prazo dessa estratégia dependerá da capacidade da Ripple de se diferenciar em um cenário cada vez mais competitivo, que inclui tanto empresas nativas de criptomoedas quanto instituições financeiras estabelecidas que estão entrando no espaço de ativos digitais.

Perguntas frequentes 🧭

  • Por que o Brasil é importante para a expansão da Ripple?
    O Brasil oferece forte adoção de pagamentos digitais e um ambiente regulatório estruturado, atraindo atividades institucionais no setor de criptomoedas.
  • Como a plataforma da Ripple beneficia as instituições financeiras?
    Ela consolida pagamentos, custódia, liquidez e tokenização em uma única infraestrutura integrada.
  • Qual é o papel do RLUSD na América Latina?
    A stablecoin atende à demanda por exposição ao dólar em meio à volatilidade cambial e às ineficiências nos pagamentos.
  • Que riscos poderiam afetar o crescimento da Ripple no Brasil?
    A concorrência de empresas nativas de criptomoedas e de provedores tradicionais pode limitar a adoção, apesar da forte demanda.
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