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A Big Bet toma medidas para bloquear os mercados de previsão no Brasil

Segundo relatos, empresas de apostas teriam solicitado aos órgãos reguladores que suspendessem as operações de plataformas de mercados de previsão, como Polymarket e Kalshi, no Brasil. O lobby das apostas argumenta que os contratos dos mercados de previsão constituem apostas e devem ser bloqueados, uma vez que essas plataformas não possuem licença no país.

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A Big Bet toma medidas para bloquear os mercados de previsão no Brasil

Lobby das apostas ataca mercados de previsão no Brasil

Empresas de apostas tomaram medidas para impedir que plataformas de mercados de previsão operem no Brasil.

De acordo com a Folha de S. Paulo, empresas de apostas se reuniram com a Secretaria de Prêmios e Apostas, órgão regulador do setor de jogos de azar no Brasil, para solicitar o bloqueio das operações de mercados de previsão, como Polymarket e Kalshi, no país.

Essas empresas reclamaram da participação sem licença dessas plataformas nos mercados brasileiros, já que todas as empresas locais de apostas pagam uma taxa de licença de mais de US$ 5,7 milhões e devem cumprir as regulamentações locais.

Big Bet Takes Action to Block Prediction Markets in Brazil

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) considera que alguns desses mercados, vinculados a resultados econômicos e financeiros, se assemelham a títulos mobiliários, e aprovou a introdução desses contratos no mercado.
No entanto, os mercados de previsão ainda operam em uma zona cinzenta, já que não há regulamentação que trate diretamente do setor. Isso levou a restrições legais em alguns países.

Os analistas divergem sobre se essas plataformas devem ficar sob a supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda ou sob a CVM, e ser tratadas como derivativos.

Embora a Polymarket não opere diretamente no Brasil, ela permite que clientes brasileiros acessem sua infraestrutura e invistam em diferentes contratos de mercado de previsão. Alguns dos contratos da Kalshi, por outro lado, estarão disponíveis por meio da Clear, uma subsidiária do XP Group, que anunciou recentemente que permitiria que investidores internacionais acessassem contratos focados em eventos financeiros e econômicos.

Embora os analistas concordem que será necessário examinar cada contrato individualmente para avaliar sua classificação, a Secretaria de Prêmios e Apostas está atualmente monitorando a situação, “buscando garantir a consistência com o marco legal e evitar lacunas regulatórias”.

O mercado de apostas online do Brasil é considerável, com mais de 25 milhões de participantes em 2025, e o setor gerando US$ 6,68 bilhões em receita bruta. O presidente Lula prometeu recentemente proibir o jogo online devido aos seus efeitos sobre a família brasileira.

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Perguntas frequentes

  • Que medidas as empresas de apostas tomaram em relação às plataformas de mercados de previsão no Brasil?
    As empresas de apostas solicitaram à Secretaria de Prêmios e Apostas que bloqueasse as operações de mercados de previsão como Polymarket e Kalshi, alegando participação sem licença.
  • Quais são os requisitos de licenciamento para empresas de apostas locais no Brasil?
    As empresas de apostas locais devem pagar uma taxa de licença de mais de US$ 5,7 milhões e cumprir regulamentações rigorosas, que, segundo elas, deveriam se aplicar a todas as plataformas de apostas.
  • Como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vê esses mercados de previsão?
    A CVM considera que alguns mercados de previsão se assemelham a valores mobiliários, tendo aprovado a introdução de contratos relacionados a resultados econômicos e financeiros.
  • Qual é a situação atual da regulamentação dos mercados de previsão no Brasil?
    Os mercados de previsão operam em uma zona cinzenta sem regulamentação direta, o que leva a opiniões divergentes sobre se eles devem ser supervisionados pela Secretaria de Prêmios e Apostas ou pela CVM.
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